
Apenas três das 68 cidades de Goiás que receberam recursos das chamadas emendas “sem carimbo” em 2020 deram publicidade ao que foi feito com o dinheiro. Em ano de eleições municipais, as prefeituras receberam R$ 29,1 milhões de emendas parlamentares federais via transferência especial, modalidade que passou a valer naquele ano e que permite o uso da verba para quase qualquer finalidade, sem necessidade de fiscalização prévia. A modalidade de emendas é questionada por Ministério Público Federal (MPF) e Tribunal de Contas da união (TCU), justamente pela falta de transparência do uso dos recursos públicos, que só será fiscalizado depois de aplicado e sem que ninguém saiba, com antecedência, seu destino, ao contrário do que ocorre com as emendas com finalidade definida, que precisa ter um projeto aprovado antes de iniciada.
A publicidade ao gasto do recurso público não é obrigatória, mas pode ser feita pelas prefeituras pela Plataforma Mais Brasil, do governo federal, por meio do preenchimento de relatório de gestão. Em Goiás, preencheram o relatório apenas as prefeituras de São Luís de Montes Belos, Morro Agudo e Gameleira. São Luís relatou ter usado emenda no valor de R$ 600 mil enviada por Flávia Morais (PDT) na construção de uma cabeça de ponte sobre o Córrego São João.
Os municípios próximos de São Luís de Montes Belos que receberam recursos e não deram transparência são: Mossâmedes que recebeu R$ 500 mil, Sanclerlândia R$ 500 mil, Indiara R$ 350 mil, Iporá R$ 200 mil, Jussara R$ 200 mil, Acreúna R$ 170 mil e Burití de Goiás que recebeu R$ 100 mil.
Ouça no áudio abaixo o comentário do prefeito de São Luís, Major Eldecírio da Silva, sobre sua satisfação com o fato do município que ele administra ser considerado como transparente com os gastos. Ele também comenta o aumento no número de pessoas da cidade contaminadas pela Covid.








