Uma moradora de Iporá, ouvinte da RDR, entrou em contato com a emissora para manifestar preocupação após presenciar um grupo de reeducandos trabalhando nas dependências de uma escola do município.
A moradora destacou que considera positiva a iniciativa de oferecer oportunidades de trabalho e ressocialização às pessoas que cumprem pena, mas questionou a realização desse serviço em uma unidade escolar, devido à presença de crianças e adolescentes.
Diante da preocupação apresentada pela ouvinte, a reportagem da RDR procurou a Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Desporto e Lazer para esclarecer a situação.
A secretária Kênia Cristina explicou que os reeducandos estão atuando em uma obra na Escola Municipal Vereador Antônio Laurindo, mas ressaltou que o espaço onde os serviços são realizados é totalmente separado da área utilizada pelos alunos.
Segundo a secretária, os trabalhadores são acompanhados pelos agentes responsáveis durante todo o período em que permanecem na unidade. Ela informou ainda que os reeducandos não têm acesso à ala dos estudantes e que até mesmo os ambientes utilizados por eles, como os banheiros, ficam separados.
Kênia Cristina também informou que uma comissão da área de Educação da Câmara Municipal esteve no local para verificar a situação. Conforme a secretária, os vereadores constataram que a área de trabalho está devidamente isolada e que os reeducandos são acompanhados nos diferentes ambientes.
“Não viram situação que gerasse risco”, explicou a secretária.
Kênia também destacou a qualidade do trabalho realizado pela equipe de reeducandos e ressaltou que a iniciativa alia a execução de serviços públicos à oportunidade de ressocialização por meio do trabalho.
A Secretaria de Educação reforça, portanto, que a atividade ocorre em uma área separada dos alunos e sob acompanhamento, sem acesso dos reeducandos aos espaços destinados aos estudantes.








