ALERTA DE RISCO DE QUEIMADAS NA REGIÃO OESTE DE GOIÁS

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O período seco intensifica o risco de incêndios na região Oeste de Goiás, e já há registros de propriedades rurais enfrentando queimadas. Em muitos casos, produtores têm sido acionados por meio de grupos de WhatsApp para se unirem no socorro às áreas atingidas.
Em um dos grupos, o presidente do Sindicato Rural de Iporá, Diorama, Israelândia e Amorinópolis, Iron Campos Filho fez um apelo urgente:
“Os amigos produtores da região do Brumado estão enfrentando um fogo há alguns dias e estão precisando de bombas costais. Quem puder emprestar, favor me avisar no privado. Ou qualquer outra coisa que possa ajudar a apagar o fogo: abafador, mão de obra…”
O Corpo de Bombeiros mantém todo o efetivo disponível, mas conta também com o apoio de voluntários. Em mutirão, produtores têm levado tratores, vasilhames de água e abafadores para tentar conter as chamas.
O médico e produtor rural Adailton Leite reforça a preocupação com a gravidade da situação:
“Acho que já está na hora de buscarmos uma solução mais eficiente no combate e prevenção aos incêndios na nossa região. Em várias outras áreas do Oeste e Sudoeste já existem centrais de combate estruturadas.”
Além das dificuldades práticas, os produtores apontam ainda os impactos da Medida Provisória nº 1.259, de setembro de 2024, que ampliou deveres e exigências no manejo das propriedades, prevendo multas que podem chegar a R$ 10 milhões em casos de descumprimento. A Confederação Nacional da Agricultura (CNA), juntamente com Federações e Sindicatos Rurais, tem articulado medidas para evitar que o setor fique sujeito a penalidades consideradas desproporcionais.
Enquanto isso, a orientação é de estado máximo de atenção. Qualquer foco de incêndio deve ser comunicado imediatamente, para que os mutirões de socorro possam agir com rapidez e evitar maiores prejuízos ambientais e econômicos.