Festa de Nossa Senhora da Guia encerra celebração dos 60 anos com fé, gratidão e participação da comunidade em Firminópolis

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Encerramento reuniu comunidade em torno da devoção a Nossa Senhora da Guia e marcou o fim de dias de oração, trabalho e confraternização

Encerramento reúne fé, gratidão e comunidade

Após dias de celebrações, orações, novenas e intensa participação da comunidade, foi encerrada na terça-feira a Festa em Honra a Nossa Senhora da Guia, em Firminópolis (GO). Em um ano marcado pelos 60 anos de história da festa, o encerramento foi celebrado com a presença de fiéis, dos festeiros, do pároco, Padre Carlos Arantes, e do bispo Dom Lindomar, que presidiu a celebração de conclusão.

Mais do que marcar o fim de uma programação festiva, a noite foi marcada por agradecimentos e pela valorização da caminhada construída coletivamente pela comunidade ao longo dos dias.

Durante a celebração, Dom Lindomar destacou a importância da devoção mariana e o papel de Nossa Senhora na vida da Igreja e dos fiéis. Em sua homilia, lembrou que Maria e José não são personagens secundários na história da salvação e ressaltou que Maria é reconhecida como mãe dos cristãos.

Ao relacionar a mensagem bíblica com a realidade da comunidade, o bispo destacou a força de uma paróquia que tem Maria como padroeira e afirmou que a devoção a Nossa Senhora conduz os fiéis para uma vida de fé, coragem e compromisso.

“Eu acho muito feliz uma comunidade que tem Maria como padroeira”, afirmou Dom Lindomar durante a homilia.

Ao final, o bispo pediu que Nossa Senhora da Guia continue sendo protetora da paróquia, das famílias e da fé da comunidade, ajudando os fiéis a permanecerem firmes na caminhada cristã.

Uma festa construída por muitas mãos

Para os festeiros, o encerramento representou a conclusão de uma missão que começou muito antes dos últimos dias de celebração. Em suas falas, eles destacaram principalmente a união entre as pessoas e a participação da comunidade.

A palavra mais repetida pelos festeiros foi “gratidão”.

Eles agradeceram às pessoas que ajudaram nas cozinhas, nas novenas, nos leilões, nas doações e em todas as atividades que fizeram parte da festa. Também destacaram o trabalho dos leiloeiros, responsáveis não apenas pela condução dos leilões, mas também por levar alegria e descontração às celebrações.

Uma das festeiras resumiu o sentimento ao afirmar que o grupo encerrou a missão com o “coração quentinho”, com a sensação de dever cumprido e, principalmente, levando consigo as amizades construídas ao longo da caminhada.

Outro ponto destacado pelos festeiros foi a compreensão de que a festa não pertence apenas a quem recebe a missão de organizá-la, mas a toda a comunidade.

A ideia apareceu de forma clara em uma das falas: “A festa não é nossa. A festa é de todos.”

Os festeiros lembraram que a participação da comunidade aconteceu de diferentes maneiras: nas orações, nos leilões, na cozinha, na organização dos espaços, nas doações e até em pequenos gestos de cuidado durante os dias de celebração.

Para eles, cada pessoa que colaborou fez parte da construção da festa.

Fé que se transforma em comunidade

Os festeiros também recordaram o esforço vivido ao longo do último ano. Segundo eles, a preparação envolveu momentos de oração, trabalho e dedicação, mas também fortaleceu os laços entre aqueles que receberam a missão de conduzir a festa.

A experiência, segundo os relatos, deixou não apenas a sensação de missão cumprida, mas também amizades que deverão permanecer depois do encerramento.

Um dos festeiros destacou que a caminhada serviu também para o amadurecimento pessoal e agradeceu aos companheiros que contribuíram para essa experiência.

Outro lembrou que, um ano antes, havia pedido que a comunidade rezasse uma Ave-Maria pelo grupo. No encerramento, diante da igreja cheia, ele afirmou que viu na presença dos fiéis uma das maiores respostas a essas orações.

A fala reforçou uma das principais marcas da celebração dos 60 anos: a festa como expressão coletiva da fé e da devoção a Nossa Senhora da Guia.

Padre Carlos destaca união e dedicação da comunidade

Em sua fala, o pároco, Padre Carlos Arantes, agradeceu à comunidade pela participação ao longo dos dez dias de celebrações. Ele ressaltou o envolvimento das pastorais, grupos, movimentos e comunidades, além das pessoas que contribuíram com trabalho, doações e orações.

O sacerdote também fez questão de agradecer aos festeiros pelo cuidado e pela dedicação durante a organização da festa.

Padre Carlos destacou que, durante os dias de celebração, muitas pessoas passaram pela igreja para rezar diante do Santíssimo Sacramento e da imagem de Nossa Senhora da Guia, reforçando o caráter religioso da festa.

Ao falar sobre o encerramento, o pároco resumiu o momento com uma frase que aponta para a continuidade da missão da comunidade: “A festa acabou. Agora nós temos que recomeçar a trabalhar.”

A declaração reforçou que, para a paróquia, o encerramento da festa não representa o fim da caminhada, mas o retorno à rotina pastoral e às demais atividades da comunidade.

Violão autografado é destaque entre os leilões

Entre os momentos lembrados durante o encerramento esteve também o leilão de um violão autografado pelo cantor Leonardo e por seu filho, Zé Felipe.

Segundo Padre Carlos, o instrumento foi destinado ao leilão como uma forma de contribuir com a festa e acabou sendo arrematado por R$ 5.150.

O sacerdote recordou ainda uma mensagem atribuída a Leonardo, de que o violão deveria ajudar a comunidade a realizar melhorias na igreja e continuar sua missão de oração.

O episódio se tornou um dos momentos simbólicos da festa, mostrando como os leilões, além de fazerem parte da tradição da celebração, também mobilizam pessoas em torno da comunidade.

Encerramento marcado pela gratidão

Ao final da celebração, os festeiros voltaram a agradecer a todos que participaram da festa e fizeram questão de reconhecer o papel da comunidade na realização dos 60 anos de história.

Também houve palavras de carinho e reconhecimento ao Padre Carlos e a Dom Lindomar pela presença no encerramento.

Os festeiros destacaram ainda o exemplo de humildade do pároco, lembrando sua disposição em trabalhar junto com a comunidade e colocar a “mão na massa” durante a caminhada.

Para o grupo, a experiência termina, mas a amizade construída permanece. E, ao entregar a missão aos próximos festeiros, eles se colocaram à disposição para continuar ajudando a festa e a comunidade.

A Festa de Nossa Senhora da Guia chega, assim, ao fim de mais um capítulo de sua história em Firminópolis. Seis décadas depois de seu início, a celebração segue reunindo gerações em torno da fé, da devoção mariana e, sobretudo, da força de uma comunidade que entende que a festa é de todos.