Jornal RDR recebe subtenente Pinheiro e reforça alerta sobre o alistamento militar obrigatório

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O Jornal RDR recebeu em seus estúdios o subtenente Pinheiro, instrutor-chefe do Tiro de Guerra 11-012 de Iporá. Recém-chegado ao município, ele assumiu oficialmente os trabalhos no mês de janeiro e aproveitou o espaço para esclarecer dúvidas e reforçar a importância do alistamento militar obrigatório para os jovens.
Durante a entrevista, o subtenente destacou que o alistamento militar não é facultativo. A obrigatoriedade está prevista no artigo 143 da Constituição Federal e na legislação que regula o Serviço Militar. Todos os brasileiros do sexo masculino devem se alistar no ano em que completam 18 anos. Já para as mulheres, a participação é voluntária, apenas nas cidades onde há essa opção de serviço.
De acordo com as orientações, os jovens que completarem 18 anos ao longo de 2026 — entre 1º de janeiro e 31 de dezembro — devem realizar o alistamento até o dia 30 de junho. O período oficial de alistamento ocorre anualmente de 1º de janeiro a 30 de junho.
Em Iporá, o procedimento pode ser feito de forma presencial na Junta de Serviço Militar, que funciona na Prefeitura Municipal. É necessário apresentar documentos pessoais e comprovante de residência. Quem perdeu o prazo também deve procurar a Junta, onde será gerada uma multa e realizado o alistamento em atraso. A orientação é não deixar a situação irregular.
O subtenente Pinheiro alertou ainda para as consequências de quem não se alista e permanece em débito com o Serviço Militar. Entre os impedimentos estão: impossibilidade de obter ou renovar passaporte, ingressar no serviço público, assinar contratos com órgãos governamentais, matricular-se em instituições de ensino, obter carteira profissional, registrar diploma, participar de concursos públicos — inclusive assumir o cargo, caso seja aprovado — além de exercer funções públicas ou receber benefícios do poder público. Ele também ressaltou que empregadores devem exigir o comprovante de quitação militar no momento da contratação, conforme determina a lei.
Um ponto de atenção especial foi direcionado aos pais e responsáveis. Segundo o instrutor-chefe, são frequentes os casos de famílias que procuram o Tiro de Guerra em situação de nervosismo quando descobrem, tardiamente, que o jovem não realizou o alistamento e passou a enfrentar exigências da faculdade ou de outros órgãos. Nesses casos, o jovem precisa passar por todo o processo de recrutamento. O subtenente aconselhou que o processo seja encarado com naturalidade e sem excessiva interferência familiar, lembrando que o serviço militar pode representar uma experiência única de aprendizado e formação cidadã.
Ele também fez um apelo para que familiares não procurem o Tiro de Guerra apenas para solicitar dispensa por vontade pessoal do jovem ou da família. “Todos nós temos problemas, mas o processo precisa seguir seu curso normal”, reforçou.
Sobre os jovens que se alistaram no ano passado, o subtenente informou que já está disponível, no sistema de alistamento e no Instagram do Tiro de Guerra, a relação daqueles que foram designados para dar continuidade ao processo seletivo. Esses candidatos devem comparecer ao TG nos dias 19, 20 e 21 de janeiro para assinar o termo de ciência e receber orientações. Os horários estão disponíveis no Instagram da unidade, e os convocados também receberam comunicação por e-mail.
Ao final, o subtenente Pinheiro agradeceu o espaço e destacou que o Tiro de Guerra 11-012 está de portas abertas para a sociedade iporaense, reforçando seu papel institucional e educativo junto à comunidade.